Por Erick
Outro dia trombei no Instagram com um post dizendo que a gente define o gosto musical lá pelos 12 ou 13 anos e carrega isso pro resto da vida. Na hora me bateu o susto: será que minha filha vai mesmo levar pra sempre o que anda ouvindo agora na pré-adolescência?
Aí pensei em mim. Faz sentido. Minha porta de entrada pro som do capiroto foi em 1989, quando não tinha MTV e eu dependia de dois caminhos: amigos mais velhos que já eram headbangers e as rádios rock de São Paulo, a 89 FM e a 97 FM.
Do repertório mais comercial dessas emissoras, com bandas de apelo mais pop rock como U2, The Police e The Smiths, até as pedradas metálicas do Backstage e do Comando Metal, o dial moldou muito do que escuto até hoje.
Especialmente entre 1991 e 1994, a programação era irresistível pra mim. No “89 Decibéis” rolava Territory do Sepultura e Black do Pearl Jam na mesma sequência “Super Over Power”. Já na 97 (orgulho rockeiro de Santo André) Van Halen, Whitesnake e Dr. Sin marcavam presença nos horários do Ciro Bottini, antes dele virar o “maior vendedor do Brasil”, via Shoptime.
Tenho muita saudades desta época! Não à toa, vivo correndo atrás daquela sensação. No dial, a Kiss FM segura bem essa onda nostálgica. No Spotify, algumas playlists me levam direto pros anos 90.
No fim das contas, a tal teoria não parece assim tão furada. Aquelas rádios ajudaram a formar meu gosto e ainda ecoam quando dou play. Aliás, falamos bastante dessa vibe radiofônica no PauleraCast, em um episódio lá na segunda temporada de 2021.
Ouve aqui, ó:



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