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Sobe o Som #02 – The Police: “Don’t Stand So Close to Me ‘86”

Por Erick

Eu avisei que o tiozão calvo-cabeludo de jaqueta jeans cheia de patches do Grave Digger torceria o nariz para esta série de posts. Pois bem, ele que lute! A segunda palpitada do Sobe o Som será sobre o The Police, ou simplesmente Police, para facilitar.

O Police foi uma das primeiras bandas de rock que comecei a prestar atenção lá pelos idos de 89/90. Tocava direto na 89 e na 97, rádios que moldaram minha iniciação roquista (como escrevi neste artigo), e o trio era presença certa nas fitinhas K7 que eu gravava e nas minhas buscas em lojas de discos.

Também lembro de ouvir falar da banda em um episódio da série Anjos da Lei, que passava na Globo. A trama girava em torno de jovens policiais infiltrados nas escolas da fictícia cidade de Evergreen, nos Estados Unidos, liderados por um Johnny Depp ainda no começo da carreira. Nesse episódio específico, eles entregavam uma coletânea do Police para um garoto fã da banda, tentando convencê-lo a colaborar com uma investigação. Achei curioso, e isso só aumentou meu interesse em conhecer melhor as músicas de Sting e companhia.

É você, Capitão Sparrow?

Até que um dia, no Clip Trip da TV Gazeta, Beto Rivera comentou sobre a coletânea Every Breath You Take – The Singles, lançada alguns anos antes. Foi ali que me deparei com o clipe de “Don’t Stand So Close to Me ‘86”, que imediatamente me chamou a atenção.

Coletânea de hits da banda lançada em 1986

Tempos depois, ganhei o disco em um daqueles saudosos amigos secretos da escola, e logo a faixa virou minha #favoritaça do Police. Para minha surpresa, descobri que se tratava de uma regravação. Admito que a versão de 1986 ficou muito melhor que a original. Com ares mais synthwave, o novo arranjo modernizou a música e deixou a composição mais dramática. A bateria certeira de Stewart Copeland e as guitarras elegantes de Andy Summers afastam a faixa da vibe mais leve da primeira versão. Os vocais de Sting, embora não muito diferentes, ganharam um tom mais contido, reforçando a melancolia do seu tema central.

O clipe, por outro lado, hoje parece bastante datado. Os efeitos visuais típicos dos anos 80 e os recortes de imagens de outros vídeos da banda denunciam a época, mas fazem sentido, já que tanto essa releitura da música quanto o próprio clipe foram produzidos para promover a coletânea.

Ainda assim, “Don’t Stand So Close to Me ‘86” foi essencial na minha jornada musical. Até hoje, permanece entre os dez sons da minha vida, como já comentei em um episódio especial de aniversário do PauleraCast em 2023.

Talvez seja justamente esse o charme das coletâneas: reunir músicas que chegam no momento certo, de um jeito quase pedagógico, apresentando um universo inteiro em um único disco. Para muita gente, elas funcionam como a porta de entrada para uma banda, e para alguns, como foi no meu caso, podem marcar o início de uma trajetória que se mantém ao longo dos anos.

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