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A volta do Rush aos palcos

Por Erick

Eu esperei alguns dias para escrever sobre a volta do Rush aos palcos porque tinha certeza de que se postasse algum conteúdo no momento em que o anúncio foi feito, seria algo tipo emocionadão deslumbrado. Além disso, preferi dar um tempo para também ler o que seria publicado a respeito do retorno do trio tanto aqui quanto lá fora.

Já adiantando a minha opinião, que detalho mais logo abaixo, achei um golaço. Não só porque o Geddão e o Alex estão por aqui ainda, estão afim e como diz o Alex (não o Lifeson, e sim o nosso parça CEO da PauleraCast Inc.) “o mundo precisa do Rush.”

Claro, dúvidas existem. Depois de 10 anos sem turnês, 10 anos mais velhos, 10 anos sem enfrentar viagens e rotina pesada… será que os velhinhos aguentam o tranco? E a maior questão: quem vai segurar a bronca nas baquetas? Porque, antes de mais nada, Neil Peart é insubstituível. Ponto final.

Tendo isso em mente, eu acho que a escolha da Anika Nilles foi acertadíssima!

Eu acabei conhecendo o trabalho dela em 2015 numa daquelas recomendações aleatórias do Spotify. Desde então, acompanho sua carreira ouvindo os plays (são pelo menos 4 álbuns full-length e uma pancada de singles no streaming) e, principalmente, numa porção de vídeos no youtube.

Dona de técnica absurda, com um pé no jazz e no prog viajandão, Anika não é uma escolha óbvia para o Rush, mas faz sentido.

E vamos ser honestos: se faz sentido pro Lee e pro Lifeson, quem somos nós para criticar? O problema é que esse bom senso parece faltar a muitos comentadores avulsos de posts alheios na internet. No dia do anúncio, pipocaram críticas rasas em fóruns e redes sociais.

Por exemplo, nós comentamos sobre a “nova fase” da banda num post do nosso brother Mateus Ribeiro, que foi parar até no Insta do Whiplash. Fomos claros: a escolha surpreende, mas só o palco vai dizer se foi a melhor possível. Aí aparece o incauto de sempre, mandando que só a “geração Toddynho” (o que quer que isso signifique) estaria feliz. Pior: ainda meteu que “nem sabia quem era a moça”, logo não poderia ser a escolha certa.

Mas, se o mano nem conhece ela, como pode ter certeza de que ela não era a melhor alternativa disponível? Longe de cair na tentação de explicar essa posição do moço pela via do sexismo, porque não somos e não queremos ser panfletários em nada, absolutamente nada justifica a opinião dele. Efeito Dunning-Kruger, talvez?

Fato é: Geddy e Lifeson não errariam. E, ao que parece, os fãs também não estão achando ruim. Tanto que, enquanto escrevo estas linhas, novas tour dates já foram anunciadas além das primeiras. Ainda há espaço para o Brasil? Seguimos na torcida.

Come to Brazil!

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