Por Alex
Vou pegar carona na seção inaugurada aqui no nosso humilde site, batizada de Sobe o Som, pelo Boss Erick e adicionar mais uma pra falar um pouquinho a respeito da lenda do Power Metal melódico GAMMA RAY.
Quem acompanha o nosso podcast lá do início, não é segredo que Power Metal é um dos gêneros favoritos do Alex e, também do Renan, da página Nerd Banger do Instagram. Porém, poucas vezes falamos de uma das bandas mais importantes desse gênero por lá. Então, vamos fazer um pouco de justiça por aqui com menções honrosas sobre a banda de Kai Hansen.
Se você é fã de bumbo duplo, guitarras fritando na velocidade da luz e refrãos que te dão vontade de erguer o punho e conquistar um reino, então você sabe já que o nome Kai Hansen é supremo nesse estilo. Quando o padrinho do Power Metal deixou o Helloween no final dos anos 80, muita gente achou que o auge tinha passado.
Fundado em Hamburgo, na Alemanha, o Gamma Ray não surgiu apenas como uma nova banda, mas como o laboratório onde o mestre Hansen refinou a fórmula do que hoje entendemos como metal melódico. Entre temas espaciais, críticas sociais e muita mitologia, a discografia dos caras é um roteiro obrigatório para qualquer headbanger que se preze. E confessa aí, mesmo se você não gosta de Power Metal, se já não passou alguns minutos admirando as capinhas dos discos do Gamma Ray que são pra lá de tremendonas! Power Plant e Blast From The Past foram assinadas por ninguém menos que Derek Riggs que dispensa apresentações, espero eu!

O Gamma Ray já sofreu consideráveis mudanças de formação, principalmente dos vocalistas que revezaram o microfone quando a tarefa de tocar guitarra e cantar ficou um pouco árdua para Kai Hansen.
Bora dar uma repassada breve em cada capítulo dessa jornada. Dos vocais operísticos de Ralf Scheepers à era de ouro com o próprio Kai assumindo o microfone, vamos dissecar álbum por álbum essa trajetória que definiu gerações.
Era Ralf Scheepers
Ralf Scheepers ficou no Gamma Ray durantes os anos de 1989–1995. Voz marcante na banda, ajudou o Gamma Ray a achar o seu lugar ao sol numa cena que já estava ficando concorrida no final dos anos 80.
Heading for Tomorrow (1990): O nascimento da lenda.
Sigh No More (1991): O disco mais “diferentão” e experimental.
Insanity and Genius (1993): Técnico, rápido e pesado.
A Era de Ouro (Kai Hansen nos Vocais)
Scheepers partiu pois tentava uma vaga para assumir os vocais do Judas Priest após a saída de Rob Halford. Kai assume os vocais e Scheepers fundou o Primal Fear, já que não havia conseguido a sonhada e disputada vaga.
Land of the Free (1995): A obra-prima absoluta do gênero.
Somewhere Out in Space (1997): O auge do tema espacial.
Power Plant (1999): O equilíbrio perfeito entre peso e melodia e um cover pra lá de polêmico para a época que só podia ser truezão – It’s a Sin de Pet Shop Boys. Joey De Maio sangrava pelos ouvidos (sangue esse também usado para assinar os contratos de gravadoras). Hoje a gente pode curtir sem medo de ser feliz.
Consistência e Evolução
O Power Metal já estava cansando a galera e havia muitos clones na cena. Para o Gamma Ray ficou difícil de seguir na mesma pegada, mesmo assim alguns discos muito bons seguiram.
No World Order! (2001): Puro Heavy Metal oitentista.
Land of the Free II (2007): Acabou a criatividade para nomes de discos mas houve o retorno às raízes épicas.
Empire of the Undead (2014): O último petardo antes do hiato.
Para fechar esse post, aqui tá o Top 5 que não pode faltar em nenhuma playlist de respeito do Gamma Ray.
Rebellion in Dreamland: É a “Bohemian Rhapsody” do Power Metal. Começa épica, cresce e explode em um dos riffs mais icônicos do Kai Hansen. É obrigatória em qualquer show. Com tanta capinha de disco legal, eles resolveram deixar na thumb do vídeo essa garota medieval mandando um frangão firmeza!
Send Me a Sign: Outro hino de shows! É aquela música direta, com um refrão grudento que faz todo mundo cantar junto. Representa perfeitamente o lado mais “alto astral” da banda.
A Tribute to The Past : Uma das mais tremendonas. Obrigatória em qualquer discografia de fã de power metal.
Heading for Tomorrow: Uma jornada de 15 minutos! É pra mostrar o talento do Ralf Scheepers no começo e a ambição do Kai Hansen de criar algo épico logo no primeiro álbum.
Lust for Life: Com guitarras e vocais viscerais e grudentos!
Conta pra gente você também se tem algum favorito do Gamma Ray ou você passou a ouvir a banda depois desse post!



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