Por Alex
Lá atrás no fatídico ano 2020 quando começamos esse podcast, eu e o Erick fizemos questão de comentar brevemente sobre as revistas de rock que fizeram a nossa cabeça e ajudaram a moldar o nosso gosto pelo rock e heavy metal.
No Brasil é claro que a gente tá falando principalmente talvez das duas maiores a Rock Brigade e a Roadie Crew. Quem aí agora vivendo sua crise de media idade ou mais além disso, não vai transpirar uma gotinha de nostalgia ao lembrar daquela passadinha na banca de jornal pra pegar uma edição dessas revistas?
Eu pessoalmente tenho boas memórias de algumas edições e algumas poucas fiz questão de guardar; a edição de Outubro de 2012 da Roadie Crew tive o privilégio de ter contribuído para a cobertura do Wacken daquele ano e guardo duas cópias a sete chaves.

Em uma outra edição da Rock Brigade, que preciso lembrar qual é, deve estar lá na casa dos meus pais, foi uma edição com o Therion que tive o prazer de ter autografado quando encontrei com os mano num desses rolês aleatórios na época cobrindo um bate papo com eles para o extindo provedor AOL Brasil.

Lógico que eu também tive a decência de ter um CD da banda em mãos para autografar. Enfim, voltando às revistas de rock e heavy metal, levando em consideração a porcentagem da população do Brasil lá naquela época que curtia rock e heavy metal e, que se importaria além de ouvir música, também ler sobre suas bandas favoritas em revistas, o Brasil até que chegou a ter uma cena bem forte de revistas especializadas, especialmente entre os anos 80 e 2000. Papel ainda era uma coisa importante na vida das pessoas.
Revista Bizz (anos 80 e 90): não era só de rock, mas tinha muito espaço pro rock e metal, entrevistas e outras matérias.
Rock Brigade (desde 1981): talvez a mais icônica focada em heavy metal e hard rock no Brasil, acompanhou o crescimento do metal nacional e internacional.
Metal Head (anos 90): também bem voltada para a cena metálica e que lembro que pra desespero de muita gente, talvez por questões legais, não sei, nunca usava os logos ou arte originais das bandas que destacava.
Roadie Crew (desde 1998): que virou referência em rock e heavy metal, trazendo matérias detalhadas, resenhas e entrevistas com bandas do mundo todo.
Entre trancos e barrancos, essas revistas foram importantes porque ajudaram a consolidar a cena, divulgar bandas brasileiras (tipo Sepultura, Angra, Korzus, Ratos de Porão) e trazer informações que, na época, eram difíceis de achar sem internet.
Eu era um leitor assíduo de Rock Brigade mais ou menos ali entre 1996 até 2004, quando a qualidade da revista já não era mais a mesma e comecei a dar mais espaço para a Roadie Crew entre 2002 até 2013, quando definitivamente parei de comprar revistas e só acompanhar tudo online mesmo.
A fase de ouro da Rock Brigade foi desde o seu lançamento no formato de fanzine ainda em 1981 até o fim dos anos 90 com a explosão do power metal. Além da revista, a Rock Brigade foi responsável por trazer alguns shows pro Brasil e lançou uma gravadora (Rock Brigade Records), que ajudou a lançar discos de bandas de metal. O que eu me divertia muito era com a seção de comentários da revista. Era uma parada tenebrosa, porém quando comecei a ler já não era tão tenebroso assim talvez, como as resenhas dos anos 80. Pega esse recorte abaixo do nosso episódio piloto pra entender melhor!
A Roadie Crew veio um pouco mais tarde, sendo criada em 1998 e, até onde eu sei, posso estar enganado ainda circula a versão impressa, só que com tiragens bem menores. O foco da revista era bem mais em rock clássico, hard rock e heavy metal. Tinha entrevistas longas, matérias super detalhadas e uma cobertura bem profissional. Lembro da diagramação e qualidade do papel ser muito superiores à Rock Brigade! Sem falar também no time de peso que preenchia as colunas e resenhas – Vitão Bonesso, Antonio Carlos Monteiro e outros mais.
Pra tristeza de muita gente, Airton Diniz, um dos fundadores da Roadie Crew veio a falecer no início desse ano deixando um grande legado para o jornalismo musical. Outro nome também, que tive o prazer de interagir no passado foi Thiago Sarkis, que também foi colaborador importante da Roadie Crew (e de outros veículos como Whiplash.Net), falecido prematuramente em 2023. Ainda nessa esfera da revista, morreu também de forma bem prematura infelizmente o Vinicius Neves, que era casado com Cintia Diniz, filha do Airton, fundador da Roadie Crew.
A Roadie Crew abriu muito espaço trazendo ao Brasil cobertura de festivais internacionais como o Wacken Open Air. O website continua ativo e o canal do YouTube deles vale muito a pena conferir pois desde a pandemia eles ainda promovem uma séria de shows com streaming ao vivo de bandas underground brasileiras.
E aí comenta aqui com a gente o que você gostava nessas ou outras revistas? E se quiser, confere lá o nosso episódio piloto que resgata a proposta do nosso querido e humilde podcast!



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