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Quando o Metal Acredita no Pop: Covers que Mudarão Sua Visão

Por Alex

Quem disse que metalpaulero (sim, criamos um novo termo para o datado metaleiro), só escuta distorção de guitarras, bumbos duplos na velocidade da luz e vocal rasgado 24 horas por dia? A história do Rock e do Metal está cheia de bandas pesadas que resolveram olhar para as paradas pop, para o synthpop dos anos 80 e até para a música clássica para criar releituras pra lá de tremendonas!

E confessa aí. Duvido que você já não dançou escondido pra alguma dessas versões!

Fonte: https://loudwire.com/children-of-bodom-video-shovel-knockout/

Saca só alguns clássicos da música mundial que ganharam roupagens completamente diferentes — do peso do Heavy Metal a releituras de outros gêneros surpreendentes.

“It’s a Sin” – Pet Shop Boys

O hino synthpop de 1987 sobre culpa e religião é uma das faixas mais marcantes dos anos 80. Suas melodias dramáticas e andamento acelerado sempre pediram uma versão que soaria bem melhor (uhmmmm)!

Kai Hansen e companhia pegaram o clássico no álbum Power Plant (1999) do Gamma Ray e aceleraram tudo com bumbos duplos, guitarras virtuosas e aquele tom épico do Power Metal alemão. A essência dramática continuou lá, mas recheada de peso.

Embora transite perto do metal, (mais uhmmmmm!), o Ghost deu um tratamento totalmente obscuro, teatral e melancólico à faixa, transformando o hit num ritual sombrio.

Fique aí com a melhor versão (sim, visão totalmente parcial)!

“Oops!… I Did It Again” – Britney Spears

No ano 2000, o pop dominava o planeta com Britney Spears, a nova Madonna da época. Nem se parece que já se passou 26 anos. A faixa-título do seu segundo disco era o suprassumo do pop comercial da época.

Alexi Laiho e o finlandês Children of Bodom eram mestres em não se levarem a sério nas escolhas de covers. A versão de “Oops!…I Did It Again” mistura os rasgados vocais guturais de Alexi, teclados fritados e riffs rápidos. Ficou grotescamente divertida e virou clássico cult dos finlandeses. Aumenta o volume na hora do cuspe e tente não dançar!

“Shout” – Tears for Fears

Campeã das rádios FM dos anos 80 e 90…., talvez das rádios AM também? Aqui a gente só entrega a idade. Enfim, lançada em 1984, essa faixa de New Wave / Synthpop com forte apelo político e refrão grudento marcou a década de 80.

Renomeada como “Shout 2000”, o Disturbed de David Draiman deu um peso absurdo à música, com afinações baixas, ritmos industriais e o vocal marcante típico de David, transformando o grito da canção em pura raiva.

Apesar de ser um exemplo fora do Metal, outra versão legal e mais cinematográfica é de Think Up Anger com a cantora Malia J!

“Paint It Black” – The Rolling Stones

Saindo do pop e indo para o Rock Clássico dos anos 60, o riff hipnótico de sitar dos Stones sempre flertou com o lado mais obscuro da música. O incansável Blackie Lawless do W.A.S.P. pegou esse clássico e injetou uma dose pesada de agressividade, guitarras cortantes e vocais rasgados no single de 1984.

“Smooth Criminal” – Michael Jackson

Mesmo com a versão original já flertando com o rock, Smooth Criminal ganhou uma repagina pra lá de animada com o Alien Ant Farm que dispensa comentários, apesar do clipe bizarro! Curta aí!

“Funeral For A Friend / Love Lies Bleeding” – Elton John

Pra muita gente que torce o nariz pra Dream Theater, talvez esse cover foi algo mais fácil de digerir. Funeral For A Friend / Love Lies Bleeding já era legal pra cacete nessa versão ao vivo de Elton John e o Dream Theater deu aquela repaginada, mas mantendo praticamente a música intacta!

O cover aparece no ótimo A Change Of Seasons que é um dos meus favoritos do DT.

Curta aí as duas versões!

Qual o seu cover improvável favorito?

Versões assim mostram que música boa é música boa, não importa o rótulo.

E você, prefere quando o Metal respeita a estrutura original ou quando destrói tudo e reconstrói do zero? Conta para a gente nos comentários!

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